Globo e antas: uma vêz canalhas, sempre canalhas

Globo e antagonistas mentem sobre gastos da Presidencia com cartões corporativos

Globo e antas: uma vêz canalhas, sempre canalhas

O blog do fofoqueiro golpista Lauro Jardim, em futrica escrita por um tal de Gabriel Mascarenhas e repercutida pelo bloguinho de esquerda, os antas, afirma que:

"O arrocho fiscal de Jair Bolsonaro vai da porta do gabinete para fora. Os gastos com os cartões corporativos da presidência são os maiores desde 2014.

Entre fevereiro e setembro deste ano — a fatura de janeiro não é contabilizada por se referir a 2018 — a Secretaria de Administração do Palácio do Planalto, responsável pelas despesas para Bolsonaro, desembolsou R$ 4,6 milhões com seus cartões.

O valor é 24% maior do que os R$ 3,7 milhões consumidos no mesmo período do ano passado; 55% a mais do que os R$ 2,9 milhões de 2017; 62% acima dos R$ 2,8 milhões de 2016 e 26% superior aos R$ 3,6 milhões de 2015. Protegidas pelo selo da segurança nacional, as compras para o capitão são sigilosas." (https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/gatos-com-cartao-corporativo-da-presidencia-sao-os-maiores-dos-ultimos-anos.html e https://www.oantagonista.com/brasil/com-bolsonaro-presidencia-aumenta-em-24-gastos-com-cartoes/)

Percebe-se de cara a má intenção da fofoca de segunda categoria com a escolha dos anos para comparação: 2018, 2017 e 2015. Curiosamente o ano de 2016 foi "esquecido" e o ano de 2014 é citado mas não os dados referentes aos gastos desse ano. 2015 foi o início do segundo mandato de Dilma e 2017 e 2018 foram os anos do governo Temer, tolhido em todas as suas ações pela esquerda inconformada com o impeachment. A frase final "as compras para o capitão são sigilosas" reflete não só o desrespeito do divulgador de fake news travestido de repórter com o Presidente da República, como esconde o fato que essas despesas sempre foram sigilosas nos governos anteriores, desde a sua implantação pelo marxista Fernando Henrique Cardoso e que atualmente o sigilo se refere apenas ao nome do portador, não aos valores gastos, tanto que puderam fazer suas ilações descabidas.

O detalhe é que os dados informados estão errados e não correspondem aos fatos. A seguir mostramos os dados verdadeiros, facilmente comprováveis por qualquer pessoa, diretamente no Portal da Transparencia da CGU em http://www.portaltransparencia.gov.br/cartoes?ano=2019.

O quadro abaixo mostra o gasto com cartões corporativos pela Presidencia nos anos de 2013 até 2019, sempre no mesmo período arbitrariamente escolhido pelo "reporter", ou seja, de fevereiro a setembro de cada ano, começando em 2013 até 2019. Não tem dados disponíveis anteriores a 2013.

Em resumo, os gastos com os cartões foram:

2013 - 11.741.526,31
2014 - 13.710.901,79
2015 -  9.005.737,25
2016 -  8.380.783,90
2017 -  5.742.929,41
2018 -  7.150.315,72
2019 -  9.013.745,29

Os valores são inferiores ou próximos aos dos governos petistas - em alguns anos muito inferiores - e só são maiores do que no governo do emparedado Temer, sem nenhuma surpresa. Lembrando que não consta no portal se os valores desses anos foram corrigidos, o que obviamente elevaria os valores apresentados em face da inflação.

O que o safado não mostra é a enorme diminuição do número de portadores de cartões corporativos e a gigantesca diminuição de valores totais em 2019 em comparação com os anos anteriores. Em relação ao último ano da terrorista Dilma a diferença chega a 250 milhões de reais e a 300 milhões no efetivo primeiro ano do governo Temer, gastos a menos pelo atual Governo com cartões corporativos !

Não custa nada lembrar uma reportagem da Gazeta do Povo, feita em 04/10/2019 e que fala sobre os gastos da anta que foi presidente no ano de 2012 (https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/cartao-corporativo-ex-presidente-dilma-gastos-sigilosos/):

"Ao longo dos últimos 15 dias, o blog analisou os relatórios do governo Dilma e descobriu gastos extravagantes, como garrafa de cachaça por R$ 380 e compra de camarão rosa tamanho GGG por R$ 230 o quilo. Há ainda o aluguel de uma lancha para passear por R$ 30 mil. Todos os valores foram atualizados pela inflação."

"Em janeiro de 2012, as compras para atender as necessidades do Palácio da Alvorada incluíram 6 garrafas da cachaça Havana, uma das mais famosas do país, ao preço de R$ 246 a unidade. No mês seguinte, a adega foi reforçada com 6 garrafas do espumante Freixenet Cava Premium, por R$ 91 cada; mais 6 garradas do vinho português Quinta das Tecedeiras, no valor de R$ 136 a unidade. De Araguari (MG), vieram mais 8 garrafas da cachaça Montanhosa Tonel, no valor de R$ 280 cada uma delas.

Os alimentos mantinham a sofisticação das bebidas. No mesmo período, foram comprados no Empório Kalamares 5 quilos de codorna desossada por R$ 577 e 8 quilos de carrê de cordeiro por R$ 976. Na Peixaria do Guará, a mais tradicional de Brasília, além de 41 quilos de côngrio rosa e pescada amarela, foram adquiridos 12 quilos de camarão rosa tamanho GGG, no valor total de R$ 1,7 mil."

"Na Viande Boutique de Carnes, no final de janeiro daquele ano, compraram 81 quilos de filé mignon por R$ 5,7 mil. Uma semana depois, na mesma loja, gastaram mais R$ 6,2 mil com 89 quilos de filé mignon. E ainda levaram dois quilos e meio de picanha Uruguay por R$ 239. Houve ainda a compra de mais 10 quilos de codorna desossada, tudo do período de um mês.

Nas compras de supermercados com cartão corporativo aparecem também queijos muito especiais, como o Cablanca Holandês, por R$ 99 o quilo; e o Grano Padano, por R$ 150 o quilo. E não poderia faltar a sobremesa. Os cartões corporativos já foram usados para comprar tapioca em Brasília. Em fevereiro de 2012, foram adquiridas cinco caixas de sorvete de tapioca por R$ 400."

Onde estavam esses reporteres vagabundos nessa época ? Querer comparar os gastos do Governo Bolsonaro com a roubalheira desenfreada nos governos passados é de uma canastrice tão grande que só não espanta mais por vir da rede vermelha e seus golpistas associados.