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Pedro Oliveira: Holodomor latrino
Gustavo Maultasch de Oliveira

Avião nunca cai nem nunca jamais caiu; se caiu, é porque não era avião de verdade. É assim que a esquerda define o socialismo.

Já começam a dizer, por exemplo, que a Venezuela não é socialista de verdade, que Chávez e Maduro nunca foram socialistas etc.

Essa é a manobra semântica da esquerda:

Socialismo nunca pode dar errado jamais; se deu errado, é porque não era socialismo. A utopia socialista - o fim do egoísmo, o fim da exploração, a promoção do altruísmo e do trabalho pelo prazer, enfim, o Grande Amanhã Radiante - só pode ser chamada de "socialismo" se e quando ela acontecer de fato. Enquanto der errado, não é socialismo.

A manobra semântica consiste em embutir o resultado bem-sucedido dentro da definição de "socialismo", impedindo-se, assim, que o conceito possa ser usado em situações de fracasso, o que claramente derrubaria qualquer pretensão de hegemonia da ideia socialista. É melhor vestir a cara-de-pau e dizer que nenhum socialismo nunca foi socialismo.

Com a manobra, os socialistas logram manter ilesos os conceitos de "socialismo" e "comunismo", como se fossem ideias benignas ainda não implantadas (porque nunca implantadas de verdade!), e não os regimes tirânicos e democidas que sempre se mostraram ser.

É tudo um jogo de linguagem, uma espécie de cantiga de roda misturada com demiurguismo verbal; e é natural que a estratégia principal seja essa mesmo, já que o socialismo é um fracasso na práxis: já que não funciona mesmo, melhor é enfocar a linguagem (nesse ponto, a estratégia é até bem pensada: se o produto é ruim, melhor focar no marketing, ainda que mentiroso).

O socialismo não é nem um avião que cai de vez em quando; ele é um avião que caiu todas as vezes que tentou levantar vôo. Mas como não voou, não era socialismo de verdade.

https://www.facebook.com/gustavo.maultaschdeoliveira/posts/10155893342486640
Cadê os artistas brasileiros solidários com os irmãos venezuelanos?

Cadê???

https://www.facebook.com/eduardoalvesaffonso/posts/10218752831841600
dkfurious: Concordo com você. Afinal, apesar de estarem tirando um ditador socialista psicopata na Venezuela, seu opositor, Guaidó, é outro socialista. Apenas não é (ainda) um ditador. O Guaidó é do tipo PSDB. A change dêles é tirarem o Maduro e finalmente terem a oportunidade de colocar alguém de Direita por lá. Não me perguntem quem, porque sinceramente nem sei se tem.
Pedro Oliveira: sem "roubanet" eles não vão... a turminha é do mi mi mi.
dkfurious: Em uma singela imagem a explicação da artilharia sistemática contra Bolsonaro e família.
Outro texto muito bom de Eduardo Affonso:

(Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência)

(Anos 70. Cena interna. Madrugada).

- Carlos, meu filho, já de pé a esta hora...

- Sim, mamãe. Como posso dormir, se meu sonho é salvar o Brasil desta cruel tirania golpista que se abateu sobre o nosso país depois do impítimã?

- Depois do quê, meu filho?

- Impítimã, mamãe. Vai acontecer daqui a 50 anos.

- Se é só daqui a 50 anos, dá para você dormir mais um pouquinho.

- Oh, não, mamãe! Tenho que resgatar a dignidade da nossa tribo.

- Que tribo, meu filho?

- Nós, os povos ameríndios, tupinambás, tupiniquins, incas, maias, astecas, toltecas e zapotecas, mártires de nuestra latinoamérica.

- Peraí que eu vou pegar o termômetro. Se estiver acima de 39, é melhor tomar um AAS.

- Não preciso de remédios, oh pobre mulher! Esta febre é meu sangue que ferve de revolta. Ardo, sim, mas de indignação! Não sou mais uma criança, sou um homem! Um homem trans, mas sou.

- Que história é essa de homem trans, Carlos?

- Sim, mamãe, quero bem alto ao mundo inteiro gritar que sou um LGBTQ+ não binário. Nossa luta é contra a machismo estrutural do patriarcado.

- Não fala essas coisas! Se seu pai escuta... E com aquele jeitão italiano dele...

- Meu pai é Zumbi! Sou filho de Xangô e de Luís Inácio, os orixás que vieram da mãe África e de Garanhuns para nos libertar do jugo da elite branca escravocrata.

- Toma esse chazinho, meu filho, que eu vou na farmácia e já volto.

- Não, não, mil vezes não. Não beberei deste cálice de chá de carqueja; minha sede é de justiça! Lutarei até o fim contra os que querem nos fazer capitular diante dos padrões de beleza impostos pela sociedade de consumo. Sou gordo sim, e ninguém vai me proibir de ir praia! Gordofóbicos não passarão!

- Carlos...

- Afaste-se, mamãe, que vou sair por aí, defendendo os despossuídos, os que não têm voz nem vez. Onde está minha bengala? Onde está Joséf, o meu cão-guia?

- Carlinhos...

- Minha cadeira de rodas, onde está?

- Cacá, bota pelo menos um agasalho, um casaquinho...

- Não, mamãe. O agasalho é um privilégio pequeno-burguês. Nós, heróis doces, bem humorados e furiosos; nós, humanistas assassinos e truculentos, temos que partir para a luta armada e captar R$ 3,55 milhões em renúncias fiscais via Lei do Audiovisual e R$ 2,5 milhões pelo Fundo Setorial de Cinema (FSA) para fazer um filme que retrate fielmente estes cruéis anos 70, com censura, repressão e tias do zapzap que não sabem votar.

- Tias de quem?

- Adeus, mamãe. Daqui a 50 anos a senhora compreenderá.

(Abre-se a porta do casebre, e Carlos sai, descamisado e guiado apenas por sua fé inabalável no futuro do socialismo e por Joséf, seu cão-guia, enquanto a neve cai, inclemente, sobre a Bahia.
Fim.)
Texto de Eduardo Affonso:

- Lu, eu... eu queria te falar sobre um... um fetiche que eu tenho.

- Outro, Carlos Alberto? Pelamordideus. Não chega aquela bendita algema que fez a gente ter que procurar por um chaveiro 24 horas em Caxambu, às 3 da madrugada, em 1987? E o coitado precisou vir de Poços de Caldas!

- Casamento é cumplicidade, Lúcia Helena. O que a gente não tem em casa, acaba procurando na rua.

- Cumplicidade é coisa de bandido. Casamento é outro departamento.

- Desta vez é light, eu juro.

- Desembucha, Carlos Alberto, que já vai começar o BBB.

- Eu tenho fetiche com... ditadura.

- Com quem?

- Ditadura.

- Ditadura tudo junto ou dita dura separado?

- Tudo junto. Regime de exceção. AI-5. Arbítrio. Essas coisas que a gente está vivendo hoje no Brasil.

- Carlos Alberto, você votou não tem três meses. Você nunca teve que madrugar na banca com medo de a Carta Capital ser apreendida. Você retuíta tudo da Gleisi, da Kéffera e do Zé de Abreu e o SNI não está nem aí. Você deixa o paletó na cadeira e desce no meio do expediente para segurar faixa pedindo #lulalivre e o DOPS nunca te chamou para uma conversa. Nem o DOPS nem o seu chefe - que deve estar segurando a outra ponta da faixa, porque essa é mais uma vantagem de trabalhar em estatal. Que ditadura é essa, Carlos Alberto?

- É uma fantasia, Lúcia Helena! Não pode ter fantasia? Custa você botar um quepe, calçar um coturno, custa? É pedir muito que você me chame de subversivo, de comunista, e não solte minha mão enquanto eu...

- Enquanto você o quê? Enquanto você faz cara de “quem sabe faz a hora”? Porque eu estou há um bom tempo esperando acontecer, e nada.

- O que eu te peço é só um pouquinho de repressão. Um “arruma esse quarto!”, um “se não comer tudo, não tem videogueime!”, para eu ser a resistência. Eu não posso me exilar agora, ou perco a aposentadoria integral lá no BNDES. Não dá pra sair Europa afora dando palestra em portunhol, nem fazer filme de protesto. Mas eu preciso de uma ditadura pra chamar de minha, entende? É uma necessidade minha, uma coisa íntima.

- A Venezuela é logo ali. Chegando em Roraima, é só seguir no contrafluxo.

- Lúcia Helena, se o nosso casamento acabar por falta de fantasia, a culpa é sua!

- Carlos Alberto, se a minha paciência acabar por falta de... onde é que você vai? Volta aqui, Carlos Alberto! Eu topo.

- Ok. Então.... veste essa roupa hospitalar e começa a disparar tuítes sem noção pra cima de mim.

- Que diabo de fantasia é essa?

- Você é o ditador fascista eleito por uma minoria de 55% dos votos, Lúcia Helena. E eu o assassino truculento humanista. Mas peraí que eu vou pegar meu abadá.
Ainda bem que ainda temos Augusto Nunes.

" O Desesquerdizador @o_desesquerdizador

Pra grande mídia não interessa mais informar, o interesse na verdade está em fazer militância contra o governo Bolsonaro. Felizmente temos jornalistas como Augusto Nunes que salvam a safra."
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Se você repudia essa covardia de pessoas com cultura podre que sempre acham que se alguém é criminoso logo esse alguém é negro, boicote esse filme racista e covarde que levou 10 milhões de reais em dinheiro público via ROUANET pra ofender os negros do Brasil e do mundo.

Não Wagner Moura e cia, o assassino e terrorista Marighella não era negro, embusteiros podres.

Subam as hashtags no TWITTER:

#BoicoteMarighella

#SouNEGROeNÃOsouTERRORISTA

#SouNEGROeNÃOsouASSASSINO

#MarighellaNÃO
Sérgio Moro é pop também em seu próprio ministério
Seu fã-clube só aumenta entre servidores da pasta da Justiça

Dentro ou fora do ministério, Sérgio Moro é solicitado para selfies, e sempre reage com simpatia.

O mais popular ministro do governo Bolsonaro, Sérgio Moro venceria fácil qualquer concurso de Mister Simpatia no próprio Ministério da Justiça, que chefia há menos de cinquenta dias. Habituados a ministros que mal os cumprimentava, os servidores agora têm um chefe que não se isola. Ao contrário, circula no prédio, procura visitar cada setor, apresenta-se, ouve e avisa que seu gabinete está aberto a todos. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Mais no link:

https://diariodopoder.com.br/moro-e-pop-tambem-em-seu-proprio-ministerio-2/