Procuradora do MPF Márcia Brandão Zollinger quer livrar Lula do Quadrilhão do PT

Procuradora quer absolvição de Lula, Dilma, Antonio Palocci e Guido Mantega e João Vaccari Neto no inquérito batizado de “quadrilhão do PT”.

Procuradora do MPF Márcia Brandão Zollinger quer livrar Lula do Quadrilhão do PT

A procuradora da República Márcia Brandão Zollinger quer excluir Lula, Dilma e outros próceres petistas do ‘Quadrilhão do PT’ na ação proposta em 2017 pelo então procurador-geral Rodrigo Janot.

A procuradora afirma que “não há o pretendido domínio por parte dos denunciados, especialmente os ex-presidentes da República, a respeito dos atos criminosos, que obviamente merecem apuração e responsabilização e são objeto de ações penais autônomas, cometidos no interior das diretorias da Petrobras e de outras empresas públicas”. Os desvios foram estimados em R$ 1,48 bilhão.

O criminoso condenado Lula sempre disse não tinha conhecimento da roubalheira que acontecia ao redor. Dilma fêz o mesmo. A procuradora com esse pedido endossa essa estaparfudia desculpa que só cola para os coniventes apoiadores desses marginais.

Mas não deveria ser surpresa vindo de quem veio esse pedido de exclusão. A procuradora do MPF Márcia Brandão Zollinger é uma velha conhecida defensora de causas progressistas.

Em 2011, a procuradora foi autora da Ação Civil Pública (ACP) com pedido liminar de antecipação de tutela que poderia paralisar as obras de pavimentação na BR-242, conhecida como Rodovia da Integração, de suma importancia para o desenvolvimento da região, justificando que o objetivo de sua iniciativa seria "proteger a integridade das comunidades indígenas que ocupam áreas por onde passa o traçado da rodovia".

Na ocasião disse que "em nenhuma linha da ação civil pública o MPF pretende impedir a instalação da rodovia. Mas em todas (as linhas) defende os interesses dos indígenas em questão, assim como os ambientais, arqueológicos, sociais e econômicos que permeiam a obra".

O fato é que depois dessa ação, as obras dessa rodovia nunca foram adiante da maneira como deveria ser. Posteriormente em 2013, essa argumentação serviu para o Ibama paralisar a obra e essa paralisação perdura até hoje, ou seja, já se passaram 6 anos e as obras ainda não foram totalmente concluídas, sempre com o mesmo argumento utilizado inicialmente pela procuradora de "defesa das comunidades indígenas". Espera-se que finalmente a rodovia esteja concluída até o final do ano.

Fontes:
https://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=188848
https://www.agoramt.com.br/2019/03/impasse-para-continuidade-das-obras-da-br-242-e-debatido-com-bolsonaro/
http://www.dnit.gov.br/noticias/obras-na-br-242-to-entre-parana-e-peixe-serao-concluidas-ate-o-final-do-ano

Essa mesma procuradora, em 2012, não viu problema algum no protesto de índios mato-grossenses que bloquearam duas importantes rodovias federais, a 364 e a 174, que cortam o Mato Grosso e que geraram um enorme caos e revolta entre caminhoneiros e motoristas presos na estrada. Independente do motivo para a ação dos índios na época, não tinha sentido uma procuradora do MPF apoiar uma ilegalidade dessa monta. Ao apoiar o ato dos índios alegando “retrocesso na política indigenista nacional, bem como viola normas constitucionais de proteção aos direitos dos povos indígenas e às normas do direito internacional", a procuradora por outro lado feriu o preceito fundamental da liberdade de ir e vir do restante da população.

Fonte: https://ceert.org.br/noticias/outros/2768/favoravel-aos-indios-mpf-estuda-medidas-para-invalidar-portaria

Em abril de 2018, foi signatária junto com outros 46 procuradores do MPF, de uma carta com sérias críticas ao presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, que afirmava que o ex-presidente Lula busca "vender-se como um perseguido, o que nunca foi".

"O compromisso maior do Ministério Público Federal é com a Justiça", dizia o texto. "É da natureza humana manifestar indignação diante da limitação de sua liberdade. Nós profissionais da Justiça devemos receber com serenidade essas críticas e não como motivo para acirrar os ânimos, dentro e fora da Instituição", completava a carta dos procuradores, assinada também pelos ex-presidentes da ANPR Álvaro Costa, Ela Wiecko e Antonio Carlos Bigonha.

Obviamente essa carta foi amplamente utilizada pela esquerda para reforçar o falso argumento de perseguição política ao criminoso lula.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/mp-racha-e-dezenas-de-procuradores-defendem-lula

A procuradora, no dia 11 de junho de 2019, arquivou um procedimento aberto contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), após a exibição de um vídeo produzido pela Record, em fevereiro, criminalizando um evento com as crianças do movimento, os sem terrinha, em Brasília.

Em seu despacho, a procuradora Márcia Brandão Zollinger afirmou: "Dessa forma não se verifica, analisando os fatos narrados na reportagem, nenhuma violação por parte da organização do 1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha aos direitos assegurados às crianças pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Constituição".

Ao contrário de violar os direitos assegurados às crianças, o movimento "tem sido ativo ator social na luta pelo direito à educação das crianças e adolescentes do campo", assegurou a procuradora em sua decisão.

A procuradora ainda afirmou que "pelo contrário Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra tem sido ativo ator social na luta pelo direito à educação das crianças e adolescentes do campo. Por fim, ressalte-se que o 1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha está inserido no contexto das manifestações democráticas de uma sociedade plural, realizada de forma legitima, legal e constitucional".

Fonte: https://www.smetal.org.br/imprensa/sem-terrinha-luta-pelos-direitos-das-criancas-para-conquista-los-e-mante-los/20190611-155906-c291

Como se pode depreender por essa pequena amostra da atuação da referida procuradora, não é de se estranhar sua atuação em favor dos criminosos do PT.